Quando eu era novinha, costumava dramatizar os meus romances.
Hoje, só queria ter um romance para dramatizar.
È super engraçado dizer isso, porque na verdade, eu nunca quis me apaixonar por alguém.
A verdade (creio eu) é que ninguém quer se apaixonar, ou amar outra pessoa. Parece papo daquelas velhas solteironas, virgens e cheia de gatos e livros, mais é um axioma.
A algum tempo atrás, meus amados amigos estavam tentando me convencer a arranjar um namorado.
Diziam que eu estava sempre de mal humor, e que era falta de uma coisa a mais na minha vida amargurada.
Mesmo estando completamente contente com meu estilo de vida, comecei a alimentar a esperança dos meus amigos, que incansavelmente, não paravam de me apresentar a pessoas novas, que segundo diziam, eram a minha cara.
Me senti em um filme americano no qual você se senta ao redor de uma mesa com uma outra pessoa, e soa o gongo, aonde teremos 20 minutos para nos conhecer.
Eles começaram a perceber que essa maldita tática de sair me apresentando para qualquer um não estava dando certo, e resolveram ser o mais radicais possíveis.
Tentaram (sem obter êxito algum) me mandar para o programa "O melhor do Brasil" e em vários sites de relacionamento. Daí talvez, você esteja se perguntando porque tanto desespero. Eu também me perguntei isso. Poxa, sou uma pessoa tão legal, tão divertida e irreverente.
Não é porque eu estava quase sempre mau-humorada, renegando filmes românticos, com a validade vencida e amaldiçoando casais, que eu estava me tornando uma pessoa seca, limitando ao máximo minhas chances de transar com alguém, ou então, uma pessoa sem qualquer emoção.
Entrar em um relacionamento é um puta de um palavrão.
Dos poucos relacionamentos que tive com o sexo oposto (mesmo não sendo totalmente sérios), eu acabava cagando em tudo.
Me aconselham a não ser tão exigente , não escolher demais, a manter os pés no chão.
Hoje posso dizer que sou uma enorme contradição.
Estou junto com uma pessoa a algum tempo, e acredito não estar detonando/cagando em tudo.
No final das contas, amar alguém não é uma falta tão grande assim.
Na verdade já nem estou tentando entender essa palhaçada toda de sentimentos, só estou levantando os braços e sentindo a adrelina da descida dessa maldita e miserável montanha russa.