terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Conto de uma mente sem lembranças. part.1
Deitou a cabeça sob o travesseiro,mais não conseguia pregar os olhos, mais ainda sim. se lembrava de cada pequeno detalhe das outras duas noites.
Era impossível esquecer, e talvez no fundo, até soubesse que fosse sofrer,mais não ligava pra isso, dor e sofrimento eram sentimentos com as quais estava acostumada,nada de novo até então.
Levantou, foi a cozinha, e preparou uma bela caneca de chá mate com limão,seguiu até sua poltrona,pegou seu caderno e lápis, e se pôs a escrever:
“ Talvez isso não passe de um sonho, ou apenas de um momento que tive com alguém especial,mais era disso que eu precisava,de alguém que se importasse comigo,pelo menos um pouco…
È difícil não relembrar de como tudo aconteceu, de como ele falava e sorria, e vinha se aproximando cada vez mais…de como me beijou pela primeira vez desde vários dias de ensaio,ou então,de como me abraçou…de quão bem me fez sentir.
Talvez até as palavras que nessa hora deveriam ser amigas, não são suficientes para expressar nem o começo de tudo…ou então, o epílogo…
Naquela noite na fogueira,apesar de tantas pessoas em volta,erámos apenas nós dois,vendo o fogo crepitar e consumir uma a uma das madeiras,enquanto ao som da viola e do violão,iamos cantando, e não nos importando com o rumo que as nossas escolhas nos levariam, fossem ao Céu, fossem ao Inferno.
“ você disse que tinha um espaço vazio no seu coração,então agora se prepare,porque estou chegando com o meu trailer ! Ninguém mandou me fazer o convite.”
De repente não quero sair desse sonho,ou talvez não queira entrar…
Mais me sinto bem e viva. Não só porque eu tive com ele os melhores momentos, mais porque me fez sentir coisas que mais ninguém conseguiu.
O final de semana passou,mais carrego deles o melhor possível, e mesmo que não exista o depois de ontem,vou continuar aqui, forte,feliz… porque a vida é tão curta para ficar se lamentando por amores perdidos, quero conquistar o que realmente vai ser MEU.”
Deu o último gole do seu chá, que com o tempo já havia se esfriado.
Relutou em levantar, guardou seu caderno,lavou sua caneca, voltou para o quarto sentindo o sorriso apontar em seus lábios, vestiu seu pijama e deitou.
Encarou o teto por 5 segundos quando sentiu seu celular vibrar em sua cômoda.
Acendeu o abajur e deu um sorriso largo e inquietante de satisfação.
Acendeu o abajur e deu um sorriso largo e inquietante de satisfação.
“Boa Noite Anjo,talvez isso não precise ter um fim não acha? Não quero fazer parte apenas dos seus contos, e sim da sua vida. Pensando em você.”
Imagina se agora ela não vai conseguir dormir.
L.Franco
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Cinza.
" O céu continua cinza, e logo logo,a chuva irá cair,lavando não somente o céu de qualquer impureza,mais seu coração que desconhece qualquer sentimento se não a dor...levando tudo embora..."
Mesmo não querendo,ainda podia senti-la crescer dentro de si, e qualquer menção de apenas um simpatizar,com medo de que qualquer gostar,viveu sozinha,reclusa na rejeição dos seus próprios sentimentos.
E assim viveu por dias,semanas,meses...
Um dia acordou,e já não sentia aquela depressão dentro de si.
Decidiu que tinha que sair, respirar outros ares, e quem sabe, começar a recuperar o tempo perdido.
E no meio dos contra-tempos do seu dia,percebeu que alguém ali estava a lhe observar bem de longe, corou, e seus olhos com medo de cruzar com outros olhos, se desviaram para algum lugar.
Dias após, seus sonhos pouco a pouco começaram a voltar, e ela percebeu que apesar de tudo o que havia lhe levado até aquela situação, uma pequena centelha de esperança (talvez!) começou a queimar dentro de si.
Precisava se salvar.
A música que outrora fora sua redenção, porque não voltaria a ser?
Ela pegou seu violão,pôs na sacola, e simplesmente se foi.
Voltou a respirar sem medo de acabar se debulhando em lágrimas,tocou sua música favorita sem medo das lembranças emergirem de um canto fundo e escuro de sua mente,se olhou no espelho e viu em seu reflexo um rosto conhecido,um brilho diferente em seu olhar,sentiu em seu peito um leve queimar...sentiu seu coração começar a pulsar novamente...disparado!
E depois de anos,mesmo que os dias cinzas teimassem em cair sobre tudo,ela pegava sua caneca de chá,seu pequeno e surrado edredom e corria para o aconchego dos braços daquele em que conseguiu a sua cura...
Seja acaso,destino,fé...não saberia dizer o que a fez enxergar que estava perdendo sua vida,e nem queria saber...mais sim, estava feliz.
Quando nos encontramos perguntei a ela se hoje, tinha se arrependido de ter feito algo em sua vida, e sabe o que ela me respondeu?
" Não me arrependo,pois se não tivesse errado,não teria encontrado aquele em que encontrei minha redenção, e não seria a mesma com as experiências que acumulei e sou hoje."
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
O Tempo.
A cada dia que passa desde o grande fim, tento me agarrar desesperadamente a cada pedacinho de realidade que encontro, que existe ( Se é que algo é real ).
A cada manhã que acordo, tento me desprender disso que me sufoca, eu quero,eu preciso fugir,me esconder,para quem sabe,isso me abandonar...não consigo mais fingir para eu mesma que não dói,não quero mais fingir que sou de ferro,não quero mais engolir essa dor.
As sinto em partes do meu corpo que eu não sabia ser possível,muito menos existir.
Porque não posso simplesmente fechar os meus olhos e esquecer que um dia eu vivi?
Quero acordar e perceber que no final,tudo isso não passou apenas de um sonho ruim.
O tempo passa,lentamente...se arrastam...
Passam-se dias,meses... a dor ameniza,mais não se cura totalmente.
As cicatrizes permanecem,e à menção de qualquer coisa que lembre,pode fazê-lo transbordar.
Quando você menos espera,quando se dá conta,tudo aquilo que te corroeu,que te fez sofrer e chorar,que machucou e deixou cicatrizes visíveis, no final,já não dói tanto como um dia chegou a doer.
Daí você pode chegar a pensar que pode respirar fundo novamente,sem que as lágrimas brotem ao seus olhos,sem que as lembranças aflorem a sua mente... sem que por mais que doa,que faça sangrar,é melhor tê-las na esperança de que foi tudo real,do que se enganar outra vez a ponto de se fazer acreditar que não passou apenas de um sonho ruim.
A cada manhã que acordo, tento me desprender disso que me sufoca, eu quero,eu preciso fugir,me esconder,para quem sabe,isso me abandonar...não consigo mais fingir para eu mesma que não dói,não quero mais fingir que sou de ferro,não quero mais engolir essa dor.
As sinto em partes do meu corpo que eu não sabia ser possível,muito menos existir.
Porque não posso simplesmente fechar os meus olhos e esquecer que um dia eu vivi?
Quero acordar e perceber que no final,tudo isso não passou apenas de um sonho ruim.
O tempo passa,lentamente...se arrastam...
Passam-se dias,meses... a dor ameniza,mais não se cura totalmente.
As cicatrizes permanecem,e à menção de qualquer coisa que lembre,pode fazê-lo transbordar.
Quando você menos espera,quando se dá conta,tudo aquilo que te corroeu,que te fez sofrer e chorar,que machucou e deixou cicatrizes visíveis, no final,já não dói tanto como um dia chegou a doer.
Daí você pode chegar a pensar que pode respirar fundo novamente,sem que as lágrimas brotem ao seus olhos,sem que as lembranças aflorem a sua mente... sem que por mais que doa,que faça sangrar,é melhor tê-las na esperança de que foi tudo real,do que se enganar outra vez a ponto de se fazer acreditar que não passou apenas de um sonho ruim.
sábado, 7 de janeiro de 2012
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