A chuva traz calma e tranquilidade [E livra a alma], De lágrimas vazias, sem dor...
Fazia algumas horas que não dormia, quiçá dias, era um tanto impossível diferenciar agora. A cozinha bagunçada – iluminada apenas pela luz de um Sol fraco e insistente que entrava pelas frestas da janela – realçava o ambiente atemporal em que se refugiara desde que perdeu quem mais queria. Tentava se lembrar dos olhares trocados, das taças de vinho que costumavam tomar em meio a risos e conversas arrebatadoras (pano de fundo para os intermináveis flertes e joguinhos de sedução que embatiam) e dos fins de noite em que, ao vê-la adormecida sobre seu peito, era induzido a acreditar que sempre seria assim.
No entanto, enxergava apenas seu eu sombrio em meio à névoa de sua reclusão emocional, resignado a encará-lo sem expressão, a não ser pelo olhar frio e inquisidor que lhe dirigia, acusando e relembrando cada erro cometido. Questionar novamente o porquê de tudo ter acabado – sem ao menos começar – mostrava-se completamente inútil, agora toda a dor não passava de uma sensação de torpeza e apatia. Não sentia vontade de viver, entretanto a hipótese de pôr fim à sua própria existência parecia tão animadora quanto. Desde que a inércia – física e emocional – abatera-se sobre ele, sua racionalidade era o único elo que o mantinha ali, insistentemente, tentando entender quando foi que perdera sua fé nas pessoas.
Uma fotografia no chão captou o seu olhar. Duas pessoas abraçadas, sorrindo, mas ele não conseguia sequer lembrar quem eram. Era quase perturbador perceber que nada mais o afetava, positivamente ou não. Mas... espere! Seria possível...?
[Começa a chover, e o som das primeiras gotas de chuva batendo no telhado o retira de seus devaneios e considerações, fazendo lembrar que precisava fechar a janela do quarto, há muito esquecida aberta. Ele então corre para fazê-lo, fechar a janela de seu quarto da mesma maneira que fez com seu coração.]
De : Du Folli ,o invasor do meu blog !! *-*
No entanto, enxergava apenas seu eu sombrio em meio à névoa de sua reclusão emocional, resignado a encará-lo sem expressão, a não ser pelo olhar frio e inquisidor que lhe dirigia, acusando e relembrando cada erro cometido. Questionar novamente o porquê de tudo ter acabado – sem ao menos começar – mostrava-se completamente inútil, agora toda a dor não passava de uma sensação de torpeza e apatia. Não sentia vontade de viver, entretanto a hipótese de pôr fim à sua própria existência parecia tão animadora quanto. Desde que a inércia – física e emocional – abatera-se sobre ele, sua racionalidade era o único elo que o mantinha ali, insistentemente, tentando entender quando foi que perdera sua fé nas pessoas.
Uma fotografia no chão captou o seu olhar. Duas pessoas abraçadas, sorrindo, mas ele não conseguia sequer lembrar quem eram. Era quase perturbador perceber que nada mais o afetava, positivamente ou não. Mas... espere! Seria possível...?
[Começa a chover, e o som das primeiras gotas de chuva batendo no telhado o retira de seus devaneios e considerações, fazendo lembrar que precisava fechar a janela do quarto, há muito esquecida aberta. Ele então corre para fazê-lo, fechar a janela de seu quarto da mesma maneira que fez com seu coração.]
De : Du Folli ,o invasor do meu blog !! *-*
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